January 27, 2009

Sobre Leocrete do Brasil e discursos-ação.

No meu último post, divaguei rapidamente sobre a violência cometida contra o Grupo SOMOS a fim de problematizar uma tese, brevemente, esboçada na matéria. Minha questão era rever os discursos que se constroem sobre as lutas, uma vez que, enquanto ação, os discursos criam uma realidade própria. Discurso é ação, uma forma de luta, logo viver pode ser a expressão de uma luta que contribui para mudanças. Em comentário postado, fez-se a pergunta “que luta cara pálida?”, questionando a possibilidade de se construir um discurso sobre “algo”, se não há “algo” sobre o qual se discursar. Pelo que entendi, esse era o ponto do comentário. Vejam que a minha proposta, não dita, mas sobre a qual eu situava-me, era atentar para o conteúdo que norteia os discursos que construímos sobre algo, pois o discurso é, em si, ama ação. Não quero desmerecer a ação de lutar, ou propor a substituição dessa por aquela. Apenas gostaria de chamar à reflexão o discurso que movimentos de defesa de homossexuais constroem sobre si e sobre o “mundo gay”, ou mesmo o discurso que assumimos no curso da vida (já que discurso é ação). O discurso cria uma realidade que será informada a uma audiência, que fará juízo sobre ele, ou minimamente “incorporará” esse discurso recebido em seu “back ground” e darão continuidade ao fluxo de suas vidas, retomando-o eventualmente, quiçá parcialmente.

Para exemplificar melhor o meu ponto, que não é, sobremaneira, uma crítica aos movimentos gays, mas uma preocupação com uma dimensão da vida, que por vezes nos passa despercebida, vejamos um fato: a eleição de Leocrete e seu constexto. Eu estava em Paris quando, perplexo, li sobre o resultado do pleito municipal de 2009, em Salvador. Leocrete tornara-se a primeira travesti vereadora-eleita, numa grande Metrópole brasileira. Não fiquei perplexo pelo fato de uma travesti ter sido eleita, mas 1) pelo fato de ter sido eleita em Salvador, uma das três ou quatro maiores cidade do Brasil, e 2) o discurso imediatamente assumido por parcela do movimento organizado, segundo o qual Leocrete não fora eleita com votos dos homossexuais, logo não os representava, grosso modo. Fiquei preocupado com a informação que, intencionalmente ou não o discurso colocava em pauta, mesmo porque era o que pairava na atmosfera eleitoral da cidade. Era como se a Eleição de Leocrete fosse, um voto de manifestação de um público “abominável”, os “pagodeiros”, os “involuídos” ou os “iludidos”.

Não tenho informações metodicamente tratadas, mas como um cidadão dessa cidade, que participa de seu universo cultural, posso a partir de um “feeling” que nos é comum, tanto criar um juízo pessoal, como inquietar-me e apontar outros caminhos para ampliar o debate. Afinal, como assumimos acima, o discurso cria uma realidade, e criar uma única realidade é empobrecer a dinâmica de transformação de um tempo, e das pessoas que arcaram com os custos, em seu tempo, de lutar por um futuro (nosso tempo, talvez). Esse discurso, a meu ver, colocava Leocrete como inadequada para o cargo, pior ainda se fosse para representar a comunidade GLS, GLBT, LGBTT, qual seja. Pergunto-me se essa inadequação vem por ser ela travesti e não ter uma aparência mais próxima do “gay aceitável”; ou por ser ela uma travesti, provavelmente, sem “esclarecimento superior”; ou ainda, se seria uma desavença poítico-partidária – esta, sim, mais plausível, contudo merecedora de maiores esclarecimentos através da citação de siglas partidárias.

Não quero fazer uma defesa absoluta de Leocrete, mas apontar que para ser eleita, ela estava num tempo e espaço em que mudanças no mundo das idéias foram necessária, para uma travesti ser a quarta mais votada vereadora da cidade. Ou, alguém seria capaz de imaginar uma travesti eleita em Salvador, nas décadas de setenta ou oitenta, por ter sido dançarina, com ampla publicidade, de um grupo musical, qual fosse o grupo? A eleição legitima de Leocrete, tendo ou não sido pela maioria de votos de homossexuais de camadas médias, representa um público que, seja ou não pela falta de candidatos, quis expressar algo. Afinal, quantos de nós votamos com plena segurança? É possível tamanha certeza na escolha de representantes-humanos? Por outro lado, consideremos que Leocrete tenha sido eleita pelo voto de uma maioria de “pagodeiros-iludidos”. Sendo assim, quem tradicionalmente compõe, em nosso imaginário, esse público de “pobres-coitatos-ignorantes-manipuláveis”? Respondo. Cidadãos de camadas baixas, moradores das periferias sociais, marginalizados, e, não esqueçamos, negros. Ora, Não é também na periferia, nessa “massa de manobra”, que estão gays fora dos “modelos médios”? Não é essa parcela do universo gay um grande número de nossa comunidade? Ou não seria inconcebível que Leocrete tivesse sido eleita por um grupo de heterossexuais “a fim de zoar com a cidade ou com a Câmara [Legislativo Municipal]”, “mostrar o pior lado dos gays”, como ouvi recentemente numa conversa de ônibus. Não há aqui um ar de preconceito-estamental (com o perdão pelo uso lato do “estamental”)?

O discurso que desqualifica a candidatura e a eleição de Leocrete pode ser venoso em diversas direções, e, não só esse discurso especificamente, mas qualquer um assumido como “revolucionário”. Esse discurso ofusca diretamente décadas de lutas cotidianas, muitas vezes sequer reconhecidas como tal, e lutas, outras, institucionais da comunidade LGBT. Dizer que Leocrete não foi eleita com votos de homossexuais, é ignorar mais uma vez aqueles gays de camadas populares, com suas formas de ser-diferente de “gays menos aceitáveis”. Tal postura pode, ainda, tirar de foco a estrutura institucional à mão de quaisquer representantes eleitos, afinal é para isso que servem as diversas verbas de cada gabinete – extremamente necessárias. Esse discurso desconsidera que a mera aparição de Locrete em público e sua coragem de lutar por seu espaço é parte de uma identidade que contribui para dar mais visibilidade ao mundo LGBT, ou, ao menos, a uma parcela deste – prefiro pensar que ao “mundo LGBT”. Por outro lado, podemos imaginar que o mesmo discurso tem um aspecto positivo para nossa representante, a saber, tornar-se mais independente de instituições e lutar no grito, com suas unhas e seus belos saltos. Isso, à medida que centra a responsabilidade de sua eleição em sua imagem, pode contribuir para a amplitude de seu discurso e sua forma-de-ser dissidente. Espero que tais possibilidades mostrem-se concretas e aumentem as chances de vermos legislações pró-LGBT engavetadas virem à baila (sem regulamentação).

Espero ter conseguido mostrar a força do discurso, no mundo público, e os problemas que pode acarretar não pesar seu conteúdo (pensemos ainda, que vivemos no mundo da informação instantânea). Atente, ainda, que o problema pode ser maior quando pensamos que o discurso é a forma por excelência de ocuparmos o mundo público. Dessa forma, colocamos qualquer pessoa, que, minimamente, caminha pela cidade, e informa alguém, pelo seu “jeito de ser” (o jeito, mesmo, do seu corpo) de novas possibilidades de sexualidades. Os discursos e suas formas ocupam lugar central para pensarmos as transformações, que já se processaram e se processam, a despeito das potentes lutas institucionais e das multidões nas ruas. Proponho abrir os olhos também para o reflexo que tem a vida de pessoas que simplesmente ousam viver sem esconder o seu desejo de ser, nas transformações do mundo.

Por fim, voltemos a nossa vereadora. Se a Senhora Vereadora não foi uma militante de movimentos, ela foi uma revolucionaria, no nosso sentido aqui levantado, por ser Leocrete. Foi revolucionária por ter subido nos palcos e “dito”: eu posso dançar como dançam as musas do pagode, e quero estar aqui. Sua aparição deu visibilidade à diversidade que compõe o nosso mundo. Se alguns preferem sustentar que ela foi vítima da “mão invisível” de um sistema interessado em explorar a imagem de um suposto ridículo, de uma travesti nos palcos, peço desculpas, mas a “extravagância” aplaudida naqueles palcos, é parte de uma identidade que nossa sociedade reserva à escuridão da noite. Subir aos palcos foi o primeiro passo para mostrar que uma travesti pode e deve vir a público, aos shoppings, escolas, lojas, universidades, ao mundo. Ter sido eleita vereadora é um passo a mais na colonização dos espaços públicos por aquelas diferenças que aprendemos a olhar com os olhos do assombro. Aliás, nós mesmos, com toda a transformação aqui defendida nesta contemporaneidade, somos “assombro” para outros públicos sociais.

Um contra-comentário: será mesmo que só podemos falar de lutas enquanto sinônimo de revolução, manifestação numérica nas ruas? E as nossas formas-de-ser públicas que nos tornam visíveis para os outros? Ou, ainda, nossos discursos assumidos que nos constroem para o outro como uma diversidade socialmente produtiva e necessária? Enfim, nossas vidas, cara pálida!

January 23, 2009

Mundo, sendidos e violência

O site Mix Brasil, um dos sites mais ativos em termos de noticiar o mundo gay brasileiro publicou, ontem, a matéria "Pintada", com a chamada “Sede de grupo militante LGBT de Porto Alegre é pichada por neonazistas”*. Vi a chamada para esta publicação pelo site do UOL Gay, que visito diariamente. Imediato foi um sentimento de perplexidade com mais um comportamento mediano e irrefletido de extremistas. Qual o sentido de utilizar o símbolo de um mundo “pretérito” de horrores, como o nazismo? Prefiro pensar que é o desespero de subjetividades edificadas sobre instituições tradicionais, cuja existência é comprometida por um mundo que se anuncia divorciado de seus valores.

* (http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/6_77_70926.shtml)

Publiquei um pequeno comentário sobre uma análise preliminar no final da matéria, e o ato dos vândalos, nela denunciado. Segue o meu comentário.

Concordo, em absoluto, que o agravo cometido contra a sede do Grupo SOMOS é um fato de estrema preocupação. Esse ato é exemplar de uma violência que ainda é base de edificação de valores e comportamentos em nossa sociedade. A violência direta cometida contra cidadãos, e a violência simbólica contra locais ícones do universo gay, precisa ser, legalmente, passível de punição. Dada a estrutura legal brasileira, uma legislação nacional deste cunho é imperativa. Contudo, gostaria de poder discordar, parcialmente, de um ponto levantado na matéria: “(...) a pichação só prova o quanto a sociedade ainda tem que evoluir para garantir o reconhecimento da igualdade entre os cidadãos brasileiros”. A meu ver, a pichação prova, também, o quanto a sociedade ainda precisa trilhar novos caminhos.

Por outro lado, a pichação pode estar apontando o quando a sociedade brasileira vem se transformando. Quando observamos a “colonização” dos espaços públicos por pessoas de orientação homoafetiva, percebemos o quanto uma transformação é imposta e vivida em espaços públicos e privados. Assumir que a sociedade contemporânea não é mais aquela em que a aparição pública de homossexuais estava condicionada às “violências sofridas”, é um instrumento poderoso para demonstrar que “a pichação” sofrida pelo Grupo SOMOS, também pode ser um ato de desespero de um tradicionalismo que cada vez mais perde seu espaço de dominação. Reafirmo a minha total indignação com a violência dirigida, mais uma vez, aos representatividades dos direitos de homossexuais, e aproveito este espaço para provocar uma reflexão sobre os discursos que construímos sobre nossas lutas.

July 30, 2008

Podemos ser, assim?

Hoje estou especialmente irritado com Salvador e com o estilo de “pessoa” que se (con)forma aqui. As coisas aqui na terrinha vão mal... Cada vez mais, alguém próximo a você chega e lhe diz: “fui assaltado”, “fui roubado”, “minha casa foi invadida”. Quando não são pessoas de bairros “periferizados”: “fulano morreu”, “ vi X corpos no caminho de casa”, “ a polícia matou tantos”. Essa semana estava no Shopping Barra conversando com um paulista e ele falava do medo de Salvador. Ele vive entre Salvador e São Paulo, com mais tempo São Paulo. Aqui, ele já foi assaltado nove vezes e nenhuma em sua cidade. Eu tenho essa mesma impressão. Em todas as minhas idas à Sampa, com alguma cautela, sempre uso minhas mochilas com máquina, carteira, algum dinheiro e nunca fui assaltado, sequer tive a mochila aberta em eventos como a gigantesca Parada Gay – a maior do mundo. Esse aumento das notícias próximas, considerando o lugar de pessoas de camadas médias, corrobora a imponência que a violência recobre-se nos jornais e noticiários.

Pergunto-me: Porque essa violência? Quem são as pessoas que a cometem? Há solução? Que estrutura de sociedade recobre essa qualidade de “Pessoa”? Sinceramente, não sei responder, mas desconfio que essa disposição para a violência seja muito mais “cotidiana” e “natural” do que mera reação às carências sociais. Claro, que o contexto de precariedades econômicas, sociais, raciais, de gênero que expropriam subjetividades do direito à cidadania plena tem sua parcela de responsabilidade. Não duvido disso, antes o contrário. Entretanto, pergunto-me quanto àquele grupinho de seis amigos que em “fevereiro” tomam um ônibus, vão para o Circuito Dodô diverte-se “dando porrada em gente”. Pergunto-me quanto à frase que ouvi de um amigo em formação policial: “quero que chegue logo as festas de largo... tô doido para descer a porrada em um”. Pergunto-me ainda quanto às interrogações que diz um amigo ao saber que um dos seus fora agredido: “onde foi? Vamos pegar esse sacana?”. Por fim, pergunto-me porque essa “naturalização” da agressão é algo que está no dito do dia-a-dia dos soteropolitanos? Sempre foi assim? Há algo que diferencie uma “Pessoa” de Salvador da “Pessoa” de outras capitais? Não sei... só, desconfio.

Desconfio da apologia à guerra feita por um grupo social dessa cidade no dia 25 de julho, em meio às suas manifestações. Desconfio de individualidades policiais que entram nos bairro “periferizados”, “blindados” por uma instituição e matam covardemente, escondendo-se depois numa farda que é vestida por muitos outros. Desconfio da diversão momesca que precisa da agressão ao outro para a publicização e afirmação de uma identidade (a mesma diversão familiar às festas de largo). Desconfio dos amigos que para defender os seus revidam e não acionam e exigem a aplicação das penalidades sociais, por “delegados da sociedade”.

Enquanto todos se armarem contra todos, a institucionalização de disposições que respeitem a integridade e os direitos democráticos não se solidificarão em maneiras de ser e agir. Precisamos, com urgência aprender que na rua, mundo público, há o outro que precisa de segurança para construir uma vida relacional. Em que cidade viveremos se, andando pelas ruas, desconfiarmos das pessoas que vêm em nossa direção? Em que cidade viveremos com medo de ir para a escola ou para a universidade? Em que cidade viveremos se o medo de ser suplantar as maneiras criativas e diferentes de “gestuar”, “vestir”, “entonar”, “crer”, “relacionar”, “confiar”? Querem uma indicação de cidade, frente aos poucos lugares que conheço? Chicago.

July 22, 2008

Welcome back, but in portuguese!

Queridos, resolvi, novamente, voltar a publicar no meu blog. Há algum tempo, tento fazer isso, mas sempre deixo para depois em meio a pequenas incertezas. Acho que essas prorrogações são motivadas por uma pitada de medo do crivo de leitores cuja opinião importa (“pré-ocupa”). Não interessa agora nomear esses leitores que me ocupam no momento da escrita para não menosprezar faculdades desinteressantes. Não pensem vocês que isso é medo de quaisquer comentários negativos e/ou previsíveis, é receio de intelectos capazes de ir além do dito e comentar o não dito, a parte mais interessante e orgasmática de um texto. Com isso, quero alertar que não mais me importarei com os comentários aqui postados ou enviados para o e-mail, comentários como os de outrora advindos de espíritos aprisionados em suas convicções.

Sejam muito bem-vindos a minha “janela da alma”. Estejam à vontade para vasculhar um mundo povoado de sentido, mas obscurecido pela crença na incompletude de um mundo eventual. Comentem, gritem, riam, ignorem, mas jamais tentem análises pífias e triviais. Não me incomodo com muito. Aceito o que dizem os seres imbuídos de um “modo de ser” cristão, pois para esses, olho como sendo “mais um”. Aceito os espíritos que sobrevoam o mundo, pois desses “desprendidos” pouco se pode esperar em profundidade e sensibilidade. Contudo, não aceito aqueles que se sentem “capazes de ver” o que “todos os outros não conseguem ver”. Eu desprezo esses últimos, pois a inconsistência de suas expressões são incapazes de refletir parte alguma do Turbilhão da Vida, ou de qualquer vida.

Apenas uma advertência: não esperem de mim posições sólidas e imutáveis. Eu não sei o que sou ou que serei, mas uma vez tendo sido posso seguir vivendo a vida que se faz no encontro, e que me toma.

July 17, 2007

The beginning of a tradition: ELC’s Friday lunch!

I had decided to try some english classes in my summer semester, after I my spring semester, when I studied gender classes in Sociology department. I am in US in a oficial interchange program to students of Federal universities of Brazil. In this program we apply a researsh propouse to a selection process. If we are select we come to Vanderbilt and Fisk Universities in Nashville. Here we have to develop a research topic and have some classes. Easy, no? But we had a trajic beging in US

When I arrived in Nashville in last january, I had a hard time. At first a hard cultural chock, a complete different food, the distance of my friends, my family. It was my first time so far from them. However, time is a good stuff to solve every trouble. While times continuos run I knew new people, and could turn this complete new world more familiar and start to feel more confortable here. But, as people in US have a totally different life style and other ways to live, something was missing: people more happy, professor more friendly with students, as my advisors here. So, Vanderbilt each time more was better to me, despite I haven’t contact with warm people.

The spring semester was over and my vacation began. At first I was to San Francisco, where I had a fantastic time. A big and amazing city after five months in Nashville. Then, I was to New York, center of world, where great times was waiting me. Museuns, drinks and more civilization to contrast with my time here, at “Bible Belt”. I came back to Nashville, and finally was to Chicago, my favorite city in this country. When I was back I began to study at ELC. I still did not know, but there I would have one of my best moments in Nashville.

At ELC I could meet with people from different parts of the world. Good and interesting talks in our lunchs time. Happy and fun classes with friendly and creative teachers. Usually, everyone in that place express hapiness. For me is the first time I am enjoing atudy english. My short ELC time make me desire to continuos studing english when I go back to Brasil in a few time. This ELC atmosphere is totally different of my other schools, where I had studied in US. Last Friday we was have dinner together. It was necessary just one invitetion for a lot of students and one teacher go to have lunch to our ELC Friday Lunch. Last Friday we was to Chilis. Lets take a look in some commented pictures below.








Brian was invated to seat in the top of the lunch table, but he refused because we reserved that chair who would pay the bill. He decided to seat in the meddle, a strategic place to observe everyone. Who was seated in the top was this three in the picture down, but in the end of lunch they wasn’t there anymore when the waitress brought the bills!












Let’s to pledge to everybody from ELC in our international table! Here we have a Arabian guy with his cutlery (that’s strange!!), a Spanish guy, and a brazilian arm!!!






The owner of the arm holdin a coke in the picture up!






A Brazilian and a Corean really hungry waitng for food and trying smile to this picture…





And finally, some people that was in the first Friday meeting courage enogh to sit of a group picture. I hope next Friday the latest picture has everyone!
If you are not here, don’t be jelous. We will have other lunch, next Friday, july, 20th. That will be mine and Gisele last participation because it will be our last weekend in US. We will miss so much ELC people!!!
So, see you guys next Friday. Choose the next restaurant, ok?!

July 12, 2007

Chicago. It's all!!!


My travel around Chicago begins well. I was with my best friends from Brazil (Fernanda) and America (Mark). For me travel is a good motivation to live. It is one way to know new people, to know differents beauty styles and, mainly, to know the diversity around the world. Travel for me is experience what the human civilization has better, their differences.

We came in Chicago for five days that would be delicious and unforgettable! I and my dear friends found a artist and beautiful place to visit, our place in this world. We had a crazy time together (crazy in the Brazilian meaning – to do everything that we could and couldn’t do together). Certainly, if I call here what we did in Chicago most of my audience would be scared. For that reason, my audience, I will be softer in my first post, but don’t expect it now ahead from me. I am crazy, and it is my difference!


Let’s take a look in some of my greatest turistic time around Chicago, a artist, music, and underground place!

The Buckingham Fountain is in one of the most beuatiful park of Chicago. A large green area with a great view to Michigan lake, and portliness sculture. This was the second place visited for me and my friends. In this place, Fernanda slept deeply after a long night traveling by bus. We had spent a lot of money in our last travel to New York, and brokes we decided to take a bus. To go by bus was one of my badest experiences here in US. The travel is tragic. It take to much time, and a lot of stops before our destination. But, after this time we had a great time. For sure when Fernanda woke up of her dreams in pretty Chicago Park, she was able to begins our best travel around US.


However, the best park in Chicago for us is the Millennium Park. Wow… That’s place!!! I found this Park before my friends because while Fernanda and mark took a nap I was walking around. I came there and saw the “Cloud Gate” a huge mirror in the Park by the celebrated British artist Anish Kapoor. In that sculture I had a greatest moment listening a song from a important singer from Bahia (my musical state). I began to be affected for that context: a song that celebrate São Paulo, a cosmopolitan city as Chicago, in Brazil, my favorite city. Actually I have tickets flys bought in Brazil to fly to São paulo next year. Ah, São Paulo!!!!

In the same Park there is two bib towers displaying people from different races while keep a water camp to people play full of water. It si also a great place to visit and make children friends. I played in that water camp with Mark my travel partner and the two boys in the picture. It was perfect in that warm morning. After that we were walking around downtown and we found another park where was heppened a fantastic Jazz Festival. Good muic while the American life runs on.



Other great time was our visit to Modern Art Museum. There, I could see some of my favorite artists as Matisse, Rodin, Picasso and Dali. We were there in one free weekly day, so common in Brazil to permit averyone has acces to culture. More places around US could play attention in this chicago exemple. Culture, information, and all kinds of knowledge should be more available for people. Unfortunately, I had seen culture as a way to make money in US, without, at least, one free day reservated for people have free access to artist an cultural places.



How we are in the capitalism paradise, in chicago, as in other places visited for us, we were shopping in the “Chicado 5th avenue”. Of course our financial situatin in that time just permited us to shop in sale stores. Fortunately, Levi’s, one of my favorits brands was in sale. So, one more reason to enjoy Chicago! ;-)



After a long time shopping we needed a break! And a break is always a motivation for a picture when we are revested with turist license.

Of course we took a while to enjoy some hookah, our favorite enterteniment in Nashville a small and quiet city!! I am so sorry Nahville lovers, but I prefer the noise and movimentation peculiar to crowded cities. We had gone several times to Tarboosh, in Nashville, the place where we tried hookah and where we lerned to enjoy a good Arabic smoke! I and Fernanda will miss so much Hookah and Tarboosh when we go back to Brazil, for sure.


I could extend this post for many, many pages, but I don’t want to boring my dear professor and my audience with my Chicago time, and my crazy toughts. I will stop here and announce my next post about my trip to San Francisco.

Thank a lot for your attention, good night and good luck.

June 29, 2007

My brazilians friends

Actually I need restart to use my blog in my writing english class. I am pretty sure that you guys missed so much my posts. Now ahead you can improve your english reading my posts. I'm not sure but this blog will be part of my avaliation process in this class.

My first post will be here in a few time about my travel to Chicago, last week.

For while one good informatios is that I will be back to Brazil in july 28th at 2:15 PM.

Love you all,
Muril